Presença de uma espécie rara de abelha adia projeto da Meta para criar um datacenter de inteligência artificial movido a energia nuclear.
A Meta, empresa controladora do Facebook, precisou adiar o ambicioso projeto de construção de um datacenter para inteligência artificial movido a energia nuclear nos Estados Unidos por um motivo interessante e inusitado: a presença de abelhas raras na área destinada ao empreendimento.
A empresa havia fechado um acordo com uma operadora de usina nuclear para garantir energia limpa e suficiente para atender às necessidades da instalação. Com a crescente demanda energética para processar dados de IA, fontes sustentáveis como a nuclear estão ganhando força entre as gigantes de tecnologia.
Entretanto, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, relatou à equipe responsável que a descoberta de uma espécie de abelha ameaçada no local tornou o avanço do projeto inviável no momento. A construção enfrentaria barreiras ambientais significativas para evitar danos à espécie, além dos desafios regulatórios que a empresa precisaria superar para seguir adiante. Em uma reunião na semana passada, Zuckerberg também mencionou outros entraves relacionados ao projeto.
Com o adiamento, a Meta perde a oportunidade de ser a primeira grande empresa de tecnologia com um datacenter de IA movido a energia nuclear. Enquanto isso, rivais como o Google e a Microsoft já avançam com seus próprios projetos. O Google, por exemplo, anunciou uma parceria com a startup Kairos Power para utilizar pequenos reatores nucleares. A Microsoft, por sua vez, pretende reativar a usina de Three Mile Island, na Pensilvânia, embora ainda dependa de aprovações regulatórias. Já a Amazon também está em negociações para utilizar energia nuclear em instalações de IA.
Ainda não está claro se a Meta planeja tentar contornar o problema ambiental ou se buscará um novo local para a construção de seu centro de dados de IA. A situação ilustra os desafios enfrentados pelas empresas de tecnologia ao integrar soluções sustentáveis em seus negócios, ao mesmo tempo em que atendem a padrões de preservação ambiental e de regulamentação cada vez mais rigorosos.
Fonte: Financial Times
