Pix agendado recorrente entra em vigor: Saiba como funciona e as novas regras

Nova Funcionalidade Torna Transferências Fixas e Programadas Mais Simples

Desde ontem (28), o Pix agendado recorrente passa a integrar os serviços bancários, permitindo que tanto pessoas físicas quanto jurídicas agendem transferências automáticas de valores fixos. Essa funcionalidade, antes opcional, agora pode ser utilizado para compromissos financeiros periódicos, como aluguéis e mesadas.

Como Funciona o Pix Agendado Recorrente

O Pix agendado é uma ferramenta que permite que usuários programem transferências ou pagamentos para datas específicas no futuro. A função é especialmente útil para controlar despesas recorrentes, como aluguel, contas de água, luz e internet, empréstimos e financiamentos.

Para utilizar a funcionalidade, o usuário deve definir o valor e a data desejada para o pagamento. Assim que as configurações são concluídas, o sistema realiza a transação automaticamente na data escolhida, e uma confirmação do agendamento é enviada pelo aplicativo do banco.

Regras de Segurança e Limites para Dispositivos Não Cadastrados

Junto com a novidade, entram em vigor regras para aumentar a segurança do sistema. A partir do próximo dia 1º de novembro, as transações realizadas em dispositivos novos ou não cadastrados terão limites reduzidos (R$ 200 por transação e R$ 1.000 por dia).

Caso o usuário precise transferir valores maiores, será necessário cadastrar o novo dispositivo no banco. Esse cadastro é exigido para aparelhos que nunca realizaram transações ou quando o cliente deseja utilizar uma nova chave Pix em outro dispositivo. Se o mesmo aparelho continuar em uso, não haverá mudanças nos limites.

De acordo com Ivo Mósca, diretor de inovação, produtos e serviços da Febraban, essa medida reduz os riscos de fraude:

“Antes, se um fraudador conseguisse acesso aos dados da conta e senha, ele poderia usar outro celular para realizar transações ilimitadas. Agora, sem o cadastro prévio do dispositivo, os valores ficam limitados. Acreditamos que isso diminuirá os prejuízos financeiros causados por fraudes.”

Monitoramento e Prevenção de Fraudes

A Resolução nº 402 do Banco Central também estabelece que instituições financeiras que oferecem Pix deverão adotar novas práticas de segurança. Uma delas é a obrigação de informar ao Banco Central, a cada seis meses, os registros de fraudes envolvendo seus clientes. Sempre que uma infração é identificada, ela é notificada e registrada no sistema do BC, e as instituições participantes podem consultar essas informações ao verificar chaves Pix ou CPF/CNPJ.

Fonte: Valor Econômico